Liberdade e Socialismo

Desde os tempos da revolução industrial, o debate sobre desenvolvimento gira em torno de duas teses, socialismo e capitalismo. Sou adepto a tese capitalista e do livre mercado, o que não significa necessariamente, neoliberalismo puro. No sistema de valores capitalistas os indivíduos empreendem livremente, o estado facilita, e a sociedade se desenvolve e progride. A outra tese, é a do socialismo relativista, não necessariamente comunista. Nela o estado precisa estar presente em nome da proteção dos interesses do povo. Para fazer isso, o governo precisa de uma máquina pública enorme, operada por uma burocracia complexa e ineficiente, que além de não funcionar, dá a falsa impressão de que o estado cuida de tudo em nome de todos, quando na verdade, o benefício é para poucos…Para mim, o livre mercado, usa uma lógica mais consistente baseada em evidências, enquanto o outro sistema, ao que tudo indica, não conseguiu usar ainda, a síntese de sua experiência histórica para modernizar sua tese, ou seja, continua enxergando o desenvolvimento, através dos olhos de Karl Marx e Fredreich Engles que reconheceram em seu manifesto a importância da Classe Média (Vulgo Burguesia/Capital) ao afirmarem categoricamente o seguinte “A grande indústria criou o mercado mundial, preparado pela descoberta da América: O mercado Mundial acelerou prodigiosamente o desenvolvimento do comércio, a navegação , as vias férreas se desenvolviam, crescia a burguesia, multiplicando seus capitais….” ou ainda ” a Burguesia desempenhou na história um papel eminentemente revolucionário” e assim por diante. O que eles, criticavam na essência, ao meu ver, foi a injustiça social. Mais interessante é a definição do comunismo que segundo Marx e Angels “.. se distinguem dos outros partidos operários em dois pontos: 1) Nas diversas lutas nacionais dos proletários, destacam e fazem prevalecer os interesses comuns do proletariado, independentemente da nacionalidade; 2) nas diferentes fases por que passa a luta entre proletários e burgueses, representam, sempre e em toda parte os interesses do movimento em seu conjunto.” e Acrescentam “O Objetivo imediato dos comunistas é o mesmo que o de todos os demais partidos proletários: constituição dos proletários em classe, derrubada da supremacia burguesa, conquista do poder político pelo proletariado.” para que isso aconteça, entre o que eles eles sugerem está literalmente o seguinte: “1)-Expropriação da propriedade latifundiária e emprego da renda da terra em proveito do estado; 2) imposto fortemente progressivo; 3)- Abolição do direito de herança;4) confiscação da propriedade de todos os emigrantes e sediciosos; 5) Centralização do crédito nas mãos do estado por meio de um banco nacional, com capital do estado e com o monopólio exclusivo; 6) Centralização, nas mãos do estado, de todos os meios de transporte; 7) Multiplicação das fábricas e dos instrumentos de produção pertencentes ao estado, arroteamento das terras incultas; 8) TRABALHO OBRIGATÓRIO PARA TODOS, organização de exércitos industriais, particularmente para a agricultura; 9) Combinação do trabalho agrícola e industrial, medidas tendentes a fazer desaparecer gradualmente a distinção entre a cidade e o campo; ..” Evidente que esta visão, provou e continua provando ser uma receita desastrosa, vide os casos da Ex União Soviética e os blocos socialistas e as atuais experiências da Coréia do Norte e Venezuela…e Tomara que o Brasil não esteja nesta lista futura….Ah sim, a Cuba parece estar mudando de rumos…quem diria, mas antes tarde que nunca pois não?

A liberdade é a condição “sine qua non” para o desenvolvimento social e econômica, não se trata de apenas um conceito, mas sim de um ecossistema que aufere ao indivíduo a esperança de poder sonhar e a possibilidade de realizar seus sonhos. Isso tudo como coloca Emanuel Kant, em seu livro conflito das faculdades, deve ser embasado num forte estado de direito, que preserva a ordem social, a justiça e a liberdade. Há quem continua acreditando que a ditadura da maioria de leis próprias e ética relativa, é o caminho para uma sociedade justa, invocando quando necessário a ética dos contos de Robin Hood, para justificar suas falcatruas e incorreções na lida com o erário público. Em artigos futuros, prometo refletir sobre a importância da liberdade emoldurada pela lei e pelo direito.

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