Quem não luta pelo futuro que quer, tem que aceitar o futuro que vier!

Por Ingo Hermann

Eu fui pra rua em 15/03 mas não pedi pelo impeachment de Dilma.

Apesar da previsão legal, o impeachment é controverso, pois carrega em si uma decisão eminentemente política. Especialmente num momento de tanta fragilidade política, com uma derrota atrás da outra, bastaria um sopro para destituir Dilma. É fácil demais! O “jogo” precisa ser mais denso.

Pessoalmente, não acredito que Dilma emplaque 2016, mas seria muito ruim se isto acontecesse pelo impeachment, pois sempre ficaria no ar aquela coisa do “golpe”.

Os mais avermelhados acreditam que Dilma ganhou as eleições pelo voto da maioria, por isso a minoria deve acatar.

Bobagem, Dilma nunca teve o voto da maioria! Esquecem que a diferença entre ela e Aécio foi de pouco mais de 3 milhões de votos, mas e aqueles que não queriam nem ela, nem ele?

Os números são expressivos e não podem apenas ser deletados.

Os mais avermelhados acreditam que àqueles que divergem do resultado das urnas são “mimados e frustrados”.

Bobagem, há brasileiros que prezam pelo debate sério e honesto, leem muito, estudam e analisam de forma crítica, construindo pensamentos com base em fatos e evidências.

Nos últimos dias, os mais avermelhados estão postando nas redes sociais o motivo pelo qual não vão para a rua, segundo eles, em respeito à ética, dignidade, o respeito aos brasileiros e contra o “golpe dasilite”.

Bobagem, desde a reeleição de Dilma, o país não foi capaz de produzir uma única notícia positiva, pelo contrário, o que se vê é a confirmação do que já se previa muito antes das eleições de outubro de 2014, Dilma foi reeleita com base no populismo em um dos maiores estelionatos eleitorais de que se tem notícia. O jogo político, os diversos interesses pessoais e de poder, a corrupção endêmica, a devastação das contas públicas e agora, um governo fragmentado, sem apoio e sem as mínimas condições de por em prática as mudanças tão necessárias, agoniza.

O Brasil merece uma oportunidade de reescrever a sua história que a meu ver, começa essencialmente por uma completa reforma política e partidária, caso contrário, independente de quem venha assumir o Planalto, vamos continuar com mais do mesmo.

Governar uma nação é muito mais do que acreditar em dogmas e no assistencialismo como bandeira, é muito mais do que torcer pelo time do coração no fim de semana. Eu fui para a rua em 15/03, porque não me considero um completo idiota como os mais avermelhados querem me fazer acreditar e porque acredito em valores, bom senso e equilíbrio como norteadores da minha própria existência.

Professor da Unisul, Ingo Hermann é Bacharel em Direito pela Universidade Regional de Blumenau e Mestre em Engenharia de produção pela Universidade Federal de Santa Catarina
Professor da Unisul, Ingo Hermann é Bacharel em Direito pela Universidade Regional de Blumenau e Mestre em Engenharia de produção pela Universidade Federal de Santa Catarina
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