Baixo as Elites

Um debate acirrado sobre a culpa da elite brasileira pela injustiça social que castiga o Brasil desde 500 anos, está tomando conta do país, a partir da chagada do ex-presidente Lula ao poder, em 2003. Desde então, uma legião de seguidores da ideologia do ex-presidente, não para de usar este conceito, que se transformou em um jargão usado para insultar uma parte importante da sociedade Brasileira, integrada pela classe média e média alta. Antes de mergulhar nas discussões socioeconômicas, ou filosóficas é preciso recorrer ao dicionário de língua portuguesa (Assassinada 1000 vezes por dia) para entender o significado desta palavra, que segundo o dicionário Aurélio: “O QUE HÁ DE MELHOR E MAIS VALORIZADO NUMA SOCIEDADE”. Logo percebe-se, que a conotação dada a esta palavra, pelos simpatizantes do governo, tem origens no livro sagrado do comunismo, o Manifesto Comunista, de autoria de Karl Marx e Frederich Engles. Para não deixar margens para erros de interpretação, eles dedicaram um capítulo inteiro para conceituar a burguesia ou a “Elite”, a descrevendo como inimiga do trabalhador (proletariado), uma certa classe social de elite (Conservadora, Burguesa ou Social) e que é constituída, segundo os autores pelos seguintes grupos de interesse: “Economistas, filantropos, humanistas, aqueles que querem melhoria das condições das classes trabalhadoras, sociedade de proteção aos animais….” . Não obstante, os autores do manifesto comunista mencionam que: “ A burguesia social quer os benefícios e vantagens das condições da sociedade moderna, sem se submeter aos sacrifícios que são necessários pela reforma… Estes grupos desejam a continuidade do status quo, subtraído de seus elementos revolucionários e desintegradores. Eles desejam uma sociedade burguesa sem proletariado” . Assim, não me resta dúvida, que o marco conceitual por trás do uso pejorativo do jargão “Elite”, tem origens na visão comunista, elaborada no século 19 e que culpa a parte mais abastada da sociedade pela falta de recursos e condições dos menos favorecidos, e criando assim, um clima convidativo aos métodos violentos, advogados pelo manifesto, e chamados de revolução necessária, para que a justiça social seja restabelecida. Uma leitura da história pode ajudar a compreender melhor que, com o devido respeito, as elucubrações de Marx e Engles nunca funcionaram por uma razão muito simples: a supressão da liberdade do indivíduo! As provas dos fiascos desta teoria, foram também evidenciadas pelas experiências históricas da revolução bolchevista, em 1917, que massacrou a burguesia, executando a sangue frio, milhões de famílias inocentes da “Elite Branca Coxinha”. O mesmo ocorreu na China de Mao Zedung. e Na história mais recente , não faltam exemplos deste fiasco, como a revolução Cubana, Norte Coreana e finalmente a Bolivariana. O custo destas revoluções invocadas por Marx e Engles, e seus seguidores, foram milhões de vidas inocentes, e um retrocesso social e econômico brutais. Por outro lado, o sistema de valores liberais, oferece exemplos prósperos (mas não perfeitos) de justiça social e progresso. Para o desespero de Marx e Engles e seus seguidores, estas revoluções foram lideradas e executadas pelo que eles consideram Burgueses ou “Elites”. E para aqueles que duvidam, ofereço dois exemplos mais antigos que as teorias de Marx e Engles, cito as revoluções Francesa e Americana, que ajudaram a conceituar uma visão moderna do estado democrático de direito aclamado por muitos revolucionários de plantão. Gostaria de lembrar também que, na Alemanha da segunda guerra, o ódio contra uma classe, rotulada de Elite econômica dominadora, e de inimiga do povo alemão, teve como consequência, a exterminação quase total de milhares de famílias inocentes, através da limpeza étnica nos odiosos campos de concentração nazistas…. Ler faz bem, aprender com a história também! Nenhuma nação consegue prosperar com a ditadura de uma classe….Finalmente àqueles que usam o jargão de “Elite Branca e Coxinha” digo: vcs. estão cometendo no mínimo um crime e um erro. O crime é de discriminação racial contra os brancos, já o erro é por não aprender uma lição elementar da história que pode ser resumido no seguinte: a justiça não pode existir sem a liberdade.

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